Sábado, 3 de Março de 2007

Tragicidade da acção da obra Os Maias

Dado que estamos a analisar na disciplina de Português a obra Os Maias, decidimos consultar outro material de apoio à análise da obra, que não apenas as edições resumidas.
Num desses livros, encontrámos uma abordagem diferente aos Maias. O romance, pelo menos pelas provações pelas quais passaram as personagens principais ou pela,sempre presente, coincidência que parece ser obra do destino; é apresentado como tendo algumas características da tragédia clássica. Características essas, tanto ao nível estrutural, de espaço físico, de acção, chegando a assemelhar-se também pelo facto de o desafio ao destino ser castigado com sofrimento e punição. Chegará a algum tipo de morte?
Depende da visão de quem lê ou de que obra se consulta. Apresentamo-vos então, sem mais demoras, as características da tragédia clássica patentes nos Maias:

Destino ou Anankê
Na obra o destino é personificado por Guimarães, que involuntariamente informa Ega do facto de Carlos da Maia e Maria Eduarda serem irmãos.
Está patente ainda o simbolismo de Guimarães aparecer na obra vestido de preto, indiciando o luto na família. Este luto é mais uma vez questionável, pois Guimarães vem a Portugal receber uma herança, mas a sua vinda despoleta uma série de acontecimentos que levam a um falecimento no clã dos Maias.
Na obra de análise vem ainda, e passamos a citar: "O destino actua sobre personagens de uma condição social alta e fá-las tomar consciência da contingência
da condição humana e das limitações das acções efectuadas pelos homens."

Peripécia
Consiste na descoberta, por Carlos da Maia que a mulher que ama, Maria Eduarda, é afinal sua irmã, estando envolvido numa relação incestuosa.

Sofrimento ou Pathos
O livro de análise resume muito bem: "(...)sofrimento das personagens, após a descoberta da identidade de Maria Eduarda."

Catástrofe
Evidencia-se na morte de Afonso da Maia, que não aguenta o incesto já consciente de Carlos da Maia com Maria Eduarda.

Adaptado do livro: ANÁLISE DA OBRA - Os Maias, Eça de Queirós - ensino secundário; por Conceição Jacinto e Gabriela Lança; editado por Porto Editora; Colecção
Estudar Português

sinto-me:
publicado por Martini às 18:07
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1 comentário:
De Paulo Vasconcelos a 21 de Maio de 2015 às 22:00
Aquilo que é aqui considerado como sendo a "Peripécia" não passa na realidade do "Reonhecimento" (Anagnórise) pois Carlos toma conhecimento de que Maria Eduarda é, na realidade, sua irmã.
No meu ver, a Peripécia é o incesto que o próprio Carlos comete por escolher continuar a sua relação com Maria Eduarda sendo esta agora uma relação incestuosa.

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