Sexta-feira, 23 de Março de 2007

Representantes do Distrito



É com uma enorme alegria que descobrimos que o Ego de Queirós foi nomeado pelo jurí regional como o representante do Distrito do Porto no concurso Sapo Challenge PT Escolas.

Parabéns a todos os representantes e demais nomeados, bem como a todos que se dedicaram a este projecto. Especiais saudações aos nossos colegas do clã Bio_x.

Até

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publicado por Martini às 16:15
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

É o Fim!

E pronto...chegou ao fim uma grande aventura!
Depois de 4/5 semanas construímos isto! ta bonito não tá? esforçamo-nos...
Passámos pelas mais variadas dificuldades nestas semanas, para começar o tempo meteorológico nunca foi o melhor nos dias em que decidiamos sair... os horários da cp também não ajudaram... os do metro do Porto também não...os horários das nossas actividades (futebol, pólo aquatico, explicadora, cruz vermelha, hoquei..) nunca ajudaram, mas chegámos ao fim!
Com força, determinação e amizade passámos pelas dificuldades (aquela vez que não apanhámos o comboio em tormes e tivemos de ir atrás dele?)tivemso bons e maus momentos, mas creio que gostámos de todos eles, aprendendo sempre qualquer coisa...

E agora deixamo-vos com umas estatisticazitas do nosso comparça Costa:

Distância Percorrida: +/-250 km

Dinheiro Gasto: +/- 75€ cada um

Horas Gastas: 500...

Folhas de Papel Utilizadas: 20 (somos muito ecológicos)

Declínio médio das nossas notas: 2 valores (desculpa esfarrapada)

Esperamos que os nossos esforços tenham valido a pena... e que possamos receber uma Escola do Futuro! bem precisamos...

Nós descobrimos o Ego de Queirós e Tu?

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publicado por Martini às 09:38
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Vídeo

Em construção
publicado por Martini às 09:31
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"The End"

"Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade do todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na terra - porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.

- Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna (…) à minha espera, (..) se eu para lá corresse, eu não apressava o passo... Não! Não saía deste passinho lento, prudente, correcto, seguro, que é o único que se deve ter na vida.

- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva

E ambos retardaram o passo, descendo para a rampa de Santos, como se aquele fosse em verdade o caminho da vida, onde eles, certos de só encontrar ao fim desilusão e poeira, não devessem jamais avançar senão com lentidão e desdém. (…) De repente Carlos teve um largo gesto de contrariedade:

- Que ferro! E eu que vinha desde Paris com este apetite! Esqueci-me de mandar fazer hoje para o jantar um grande prato de paio com ervilhas.

E agora já era tarde, lembrou Ega. Então Carlos, até ai esquecido em memórias do passado e sínteses da existência, pareceu ter inesperadamente consciência da noite que caíra, dos candeeiros acesos. A um bico de gás tirou o relógio. Eram seis e um quarto!

- Oh, diabo!... E eu que disse ao Vilaça e aos rapazes para estarem no Bragança pontualmente àss seis! Não aparecer por ai uma tipóia!...

- Espera! - exclamou Ega - Lá vem um «americano», ainda o apanhamos.

- Ainda o apanhamos! Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fina e fria que lhes cortava a face:

- Que raiva ter esquecido o paiozinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentamos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma...

Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:

- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...

A lanterna vermelha do «americano», ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:

- Ainda o apanhamos!

- Ainda o apanhamos!

De novo a lanterna deslizou, e fugiu. Então, para apanhar o «americano», os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia."

 

 

   Esta é a parte final (epílogo) da obra “Os Maias – Episódios da Vida Romântica” de Eça de Queirós. Para nós os cinco, este é o trecho mais interessante de toda a obra, aquele que nos faz pensar mais (assim como talvez também a Eça, não tendo ele o deixado para o fim por acaso).

   Na realidade, Ega e Carlos descobrem que a teoria com que acabaram de concordar, “não vale a pena correr para nada, pois que o destino já está traçado”, não se aplica sempre na vida de todos nós. Há muitas coisas pelas quais vale, e muito, a pena “correr”, não ser prudente, arriscar, lutar pelo que se quer, sobretudo pela felicidade.

   O fracasso desta teoria vem também acabar por contradizer a corrente literária naturalista, segundo a qual os nossos comportamentos e ideias são determinados somente (ou praticamente) por três aspectos: educação, meio social e hereditariedade. Será necessário somar aspectos importantes como os sentimentos ou o “esforço de cada um em correr”, que indicam que o destino de alguém não está traçado à nascença.

   Eça de Queirós deixou-nos um legado intemporal ao qual não podemos ficar indiferentes. Nós, Martini aconselhamos a leitura de “Os Maias”!

 

Leiam a obra!

Fontes:

Virtual Tourist, Acedido em 5 de Março de 2007

http://members.virtualtourist.com/m/p/m/c79b6/

QUEIRÓS, Eça, "OS MAIAS", Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, 5ºa edição

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publicado por Martini às 04:10
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“Os Maias – Episódios da Vida Romântica”

Aquando da publicação de “Os Maias”, Eça de Queirós enviou várias cartas ao seu editor realçando a importância do subtítulo “Episódios da Vida Romântica”. Em Outubro de 18871 envia uma carta de Bristol onde escreve: «Je n' ai pas eu le temps de vous l' écrire et j' éspère que vous n' avez pas encore commencé à faire brocher le Ier volume. D' abord je voudrai voir une épreuve de la capa - surtout parce que le roman a un sous-titre qui doit paraître dans la coverture.» (Eu não tenho tido tempo de vos escrever e espero que não haveis começado a fazer a brochura do 1º volume. Quero ver um exemplar da capa – sobretudo porque o romance tem um subtítulo que deve aparecer na capa). E noutras duas cartas de Dezembro de 1887 e Abril de 1888 insiste: «Il ne faut pas oblier que le roman a un sous-titre - episódios da vida romântica.» (Não se pode esquecer que o romance tem um subtítulo – episódios da vida romântica)

Porque razão Eça deu tanta importância a este subtítulo?

Eça quereria porventura, realçar o facto de este romance caracterizar a sociedade portuguesa da época. Para isso, usará um sem-número de figurantes (que podem ver em “Caracterização das Personagens”) e alguns episódios típicos da vida portuguesa. Nesses episódios, Eça leva as suas personagens a interagir com personagens-tipo que personalizam determinadas áreas, estratos, profissões, da sociedade de Portugal na 2ª metade do séc. XIX.

Pelo facto de ter vivido longos tempos londe de Portugal, por razões profissionais, Eça de Queirós, era capaz de olhar para o seu país de forma objectiva, e por vezes até impiedosa, e considerava a sociedade portuguesa ridícula, decadente e muito distante da civilização europeia que conhecera nas suas viagens. Todos os aspectos são focados em “Os Maias”: Arquitectura e Decoração (das casas, edifícios, antiquada), Cultura (todos os movimentos e eventos culturais retrógrados), Economia (o atraso da nossa economia e a pobreza), Política (desordenada, rendida aos inúteis e sem ideias, corrupta), História (o fim da ditadura, o liberalismo), Geografia (retrato de um Portugal demasiado centrado em Lisboa, João da Ega chega a dizer “Lisboa é Portugal”), e o Social (o dia-a-dia da alta burguesia portuguesa, demasiado passiva, pachorrenta e limitada).

Eça também critica o facto de Portugal importar tudo, desde as ideias, aos trajes, às políticas, à arquitectura pois os criadores do país limitam-se a imitar as tendências de França e Inglaterra.

Contudo, Eça criticava Portugal por um motivo muito importante segundo Jacinto Prado Coelho "mais analista social do que psicólogo (...) ironizou Portugal porque muito o amava e o queria melhor".

Fontes:

MARQUES Ana Cláudia, GONÇALVES Ana Cristina, FERNANDES Maria, Literatura – Eça de Queirós, Acedido em 5 de Março de 2007, Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/eca_queiroz/index.html

MOURA Helena Cidade, Nota Importante, Acedido em 5 de Março de 2007, http://faroldasletras.no.sapo.pt/os_maias.htm#nota_importante

ALVES, Filomena Martins e MOURA, Graça Bernardino, Página Seguinte – Português B 11º Ano, Texto Editora, 2004

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publicado por Martini às 02:45
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Domingo, 4 de Março de 2007

Podcast completo

Como prometido, todos os capítulos encontram-se agora resumidos em áudio para uma melhor compreensão de "Os Maias". 
Assim, após leres cada capítulo podes recordar os principais aspectos focados no mesmo. 
Para escutar clica no MyPod do lado direito e selecciona o número que quiseres.  
Boa Leitura!
publicado por Martini às 16:49
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Logotipo

O Fausto passou por um momento criativo e decidiu transpor para a realidade a sua imaginação, o resultado está à vista... um logótipo para o nosso clã original e pouco convencional, parece uma especie de brasão senhorial. Gostam?? Gostávamos de saber a vossa opinião... comentem...

Até!

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publicado por Martini às 00:06
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Sábado, 3 de Março de 2007

O que é Os Maias?

Os Maias de Eça de Queirós

Romance em dois volumes, publicado em 1888, no Porto (a nossa cidade) com o subtítulo "Episódios da Vida Romântica", é considerado pelos críticos a melhor obra de Eça de Queirós e uma das obras-primas da literatura portuguesa. (...) Levou cerca de 10 anos a escrever
Vale principalmente pela linguagem em que está escrito e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista) onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.
A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração. Apresenta dois planos cruzados: o da intriga sentimental, com a história de amor incestuoso, marcada por ingredientes trágicos, entre Carlos da Maia e Maria Eduarda, desdobramento dos amores infelizes entre Pedro da Maia e Maria Monforte, e o da crítica social. A história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.
Vincando nesta obra o conflito que o opunha ao país, Eça procede a um inquérito da sociedade portuguesa nos mais diversos domínios (...) Sob o ponto de vista da evolução estético-literária de Eça de Queirós, o romance tem sido entendido como um momento de confrontação do Realismo-Naturalismo (...).

Fonte:
Infopédia, Consultado a 3/3/2007;
http://www.infopedia.pt/E1.jsp?id=92952

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publicado por Martini às 21:35
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Tragicidade da acção da obra Os Maias

Dado que estamos a analisar na disciplina de Português a obra Os Maias, decidimos consultar outro material de apoio à análise da obra, que não apenas as edições resumidas.
Num desses livros, encontrámos uma abordagem diferente aos Maias. O romance, pelo menos pelas provações pelas quais passaram as personagens principais ou pela,sempre presente, coincidência que parece ser obra do destino; é apresentado como tendo algumas características da tragédia clássica. Características essas, tanto ao nível estrutural, de espaço físico, de acção, chegando a assemelhar-se também pelo facto de o desafio ao destino ser castigado com sofrimento e punição. Chegará a algum tipo de morte?
Depende da visão de quem lê ou de que obra se consulta. Apresentamo-vos então, sem mais demoras, as características da tragédia clássica patentes nos Maias:

Destino ou Anankê
Na obra o destino é personificado por Guimarães, que involuntariamente informa Ega do facto de Carlos da Maia e Maria Eduarda serem irmãos.
Está patente ainda o simbolismo de Guimarães aparecer na obra vestido de preto, indiciando o luto na família. Este luto é mais uma vez questionável, pois Guimarães vem a Portugal receber uma herança, mas a sua vinda despoleta uma série de acontecimentos que levam a um falecimento no clã dos Maias.
Na obra de análise vem ainda, e passamos a citar: "O destino actua sobre personagens de uma condição social alta e fá-las tomar consciência da contingência
da condição humana e das limitações das acções efectuadas pelos homens."

Peripécia
Consiste na descoberta, por Carlos da Maia que a mulher que ama, Maria Eduarda, é afinal sua irmã, estando envolvido numa relação incestuosa.

Sofrimento ou Pathos
O livro de análise resume muito bem: "(...)sofrimento das personagens, após a descoberta da identidade de Maria Eduarda."

Catástrofe
Evidencia-se na morte de Afonso da Maia, que não aguenta o incesto já consciente de Carlos da Maia com Maria Eduarda.

Adaptado do livro: ANÁLISE DA OBRA - Os Maias, Eça de Queirós - ensino secundário; por Conceição Jacinto e Gabriela Lança; editado por Porto Editora; Colecção
Estudar Português

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publicado por Martini às 18:07
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Maria Filomena Mónica fala sobre Eça

         A conceituada autora da biografia Eça de Queiroz e responsável pela reedição d'As Farpas, fala, nesta entrevista, acerca de aspectos mais pessoais e muitas vezes não focados da vida de Eça.É uma entrevista muito interessante, da qual colocaremos aqui alguns excertos.

 

Os portugueses não têm lugar?

Publicar um livro sobre um português num mercado em que competimos com o resto do mundo é complicado. Mesmo Eça falava disso a propósito da moda dos escritores russos quando respondia a um amigo que queria editar no estrangeiro. Ele informava-o de que "nós não temos força política para impor os nossos livros cá fora. Nem que pague a edição totalmente isso é fácil".

Além dessas excepções, Eça é ignorado como um clássico na literatura mundial!

(...)O professor americano Harold Bloom inclui Eça de Queirós no seu livro sobre os cem génios da literatura mundial e vem referido em várias histórias do romance europeu. O que não quer dizer que seja lido, há pessoas que o apreciam, mas ele tem dificuldade em penetrar por várias razões, entre elas a de não estar traduzido ou bem traduzido. (...) Os estrangeiros não entendem o Eça de Queirós porque é um escritor com uma forte veia satírica e para perceberem a graça daquilo têm de conhecer Portugal e compreender o que está a fazer troça. Os estrangeiros não entendem aquela ironia!

[Eça de Queirós] Não se quis internacionalizar?

Em Eça há algo ainda mais estranho. Por arrogância e timidez não se deu com nenhum estrangeiro e em Paris ainda ficou mais misantropo e fechou-se em casa. O único escritor que visitou foi Zola, que era o contrário do Eça, pois gostava de receber em casa às quartas e até afirmou que o Eça era espantoso, melhor que Flaubert. Bastou o Eça ir lá um dia, imagine-se se fosse uma pessoa expansiva! Optou, por temperamento, pela escrita para a posteridade.

Podem ler a entrevista completa aqui.

Diário de Notícias, Lisboa, 18 Março 2006

http://www.triplov.com/letras/eca_de_queiroz/Filomena-Monica/index.htm

publicado por Martini às 12:22
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Citações de Eça de Queirós

“A desconfiança terrível de si mesmo, que o acobarda, o encolhe, até que um dia se decide, e aparece um herói, que tudo arrasa... (...) Assim todo completo, com o bem, com o mal, sabem vocês quem ele me lembra? – Portugal.”

 
Eça de Queirós, “A Ilustre Casa de Ramires”
 

"O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo.”

 
Carta a Joaquim de Araújo, 25 de Fevereiro de 1878
 

"Não há ideia mais consoladora do que esta - que eu, e tu, e aquele monte, e o Sol que, agora, se esconde são moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim."

 
in "Contos - Civilização"
 

“(...) o povo em Portugal, nas províncias, não é católico - é padrista: que sabe ele da moral do cristianismo? da teologia? do ultramontanismo? Sabe do santo de barro que tem em casa, e do cura que está na igreja."

 
in Carta a Joaquim de Araújo, 25 de Fevereiro de 1878
 

"Os que sabem dar a verdade à sua pátria não a adulam, não a iludem, não lhe dizem que é grande, porque tomou Calicute; dizem-lhe que é pequena porque não tem escolas. Gritam-lhe sem cessar a verdade rude e brutal. Gritam-lhe: tu és pobre, trabalha! tu és ignorante, estuda!, tu és fraca, arma-te!"

 
in “A Cidade e as Serras”
 

"Para ensinar há uma formalidade a cumprir: saber."

 
"Esse mal incurável que é a alma."


"A arte é tudo - tudo o resto é nada. Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo. Leónidas ou Péricles não bastariam para que a velha Grécia ainda vivesse, nova e radiosa, nos nossos espíritos: foi-lhe preciso ter Aristófanes e Ésquilo. Tudo é efémero e oco nas sociedades - sobretudo o que nelas mais nos deslumbra. Podes-me tu dizer quem foram, no tempo de Shakespeare, os grandes banqueiros e as formosas mulheres? Onde estão os sacos de ouro deles e o rolar do seu luxo? Onde estão os olhos claros delas? Onde estão as rosas de York que floriram então? Mas Shakespeare está realmente tão vivo como quando, no estreito tablado do Globe, ele dependurava a lanterna que devia ser a Lua, triste e amorosamente invocada, alumiando o jardim dos Capuletos. Está vivo de uma vida melhor, porque o seu espírito fulge com um sereno e contínuo esplendor, sem que o perturbem mais as humilhantes misérias da carne!"
in 'Prefácio dos «Azulejos» do Conde de Arnoso'
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publicado por Martini às 20:38
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Introdução - Século XIX

Século XIX

O Século XIX é marcado pela riqueza de estilos e pela mudança e evolução. Há uma recorrente fuga às regras e ao que estava estabelecido, como se depreende pela quantidade enorme de noves e diferentes estilos, revoluções liberais, invenções, descobertas científicas, ideologias e políticas. Vamos por isso tentar dar algum contexto histórico da época em que Eça de Queirós viveu para melhor percebermos a sua vida e inclusive a obra de "Os Maias" que também se passa neste século.

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publicado por Martini às 11:34
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Música - Século XIX

Século XIX

 

Música

 

O Século XIX foi dominado pela música tipicamente romântica. O seu objectivo era apelar aos sentimentos e a verdades mais profundas que só poderiam ser alcançados pela arte, no caso, pela música. Romântico nesta época, não está relacionado com o sentimento de amor com o qual é conotado hoje em dia, mas está intimamente ligado a uma visão sonhadora da realidade.

No campo da música, sobressaem nomes de grandes compositores do século XIX, tais como:

Ludwig van Beethoven (1770 - 1827) - na ima

Frédéric Chopin (1810 – 1849)

Richard Wagner (1813 – 1883)

Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (1813 – 1901)

Peter Ilyich Tchaikovsky (1840 - 1893)

Achille-Claude Debussy (1862 –1918)

Para ouvir:

http://tools.wikimedia.de/~gmaxwell/jorbis/JOrbisPlayer.php?path=Tschikovsky+Op+40.ogg&wiki=en – Tchaikovsky

http://tools.wikimedia.de/~gmaxwell/jorbis/JOrbisPlayer.php?path=Moonlight+Sonata.ogg&wiki=en Beethoven

Fonte:

19th century, Acedido em 1 de Março de 2007, Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/19th_century

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publicado por Martini às 11:21
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Literatura - Século XIX

Século XIX

Literatura

A actividade literária do século XIX é verdadeiramente impressionante, não só pela diversidade ou pela qualidade como também pela quantidade! Aqui, novamente a disputa entre o Romantismo e o Realismo, entre o antigo e o novo, entre a forma e o conteúdo.

 

A literatura nesta época é caracterizada por uma maior liberdade na inspiração e uma maior consciência científica na reflexão. Estes dois caracteres, sucedendo-se em preponderância, subdividem este movimento em dois períodos: o primeiro que se pode chamar romântico, o segundo que se pode designar como crítico (realismo, naturalismo). Ambos, em Portugal como na Europa, representam uma regressão à Natureza: no primeiro período sob uma forma tumultuária e inconsciente, no segundo sob uma forma reflexa e filosófica. Daí a superioridade da epopeia e do drama no primeiro, e do romance e da crítica no segundo.

 

O Romantismo português está sobretudo ligado a Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho. Obras como: Frei Luís de Sousa e as Folhas Caídas são tipicamente românticas.

 

O Realismo está relacionado com Antero de Quental, Eça de Queirós e Oliveira Martins (Geração de 70). Esta geração agitou a literatura portuguesa e de modo mais amplo, a própria cultura portuguesa na célebre Questão Coimbrã. Portugal Contemporâneo (Oliveira Martins), Os Maias (Eça) e Odes Modernas (Antero de Quental) são os principais exemplos deste movimento.

 

Para Eça, o Realismo “é a negação da arte pela arte; é a proscrição do convencional, do enfático e do piegas e É a crítica do homem (…) para condenar o que houver de mau na nossa sociedade”. Este testemunho foi dado na 4ª Conferência do Casino intitulada “A Literatura Nova – O Realismo como Nova Expressão de Arte” em que Eça era o orador principal, a 12 de Junho de 1871 (nota: este discurso é uma reconstituição pois o texto original perdeu-se).

O Séc. XIX é considerado o século das disputas literárias e da evolução do português que se falava antigamente para o português que falamos moderno. Por exemplo, em "Os Maias" a linguagem é perfeitamente acessível a todos os jovens ainda que tenha sido escrito há 119 anos!

 

Fontes:

ALVES, Filomena Martins e Moura, Graça Bernardino, Página Seguinte – Português B 11º Ano, Texto Editora, 2004

 

BARRETO, Moniz, A Literatura no Séc. XIX, Acedido em 4 de Março de 2007, Projecto Vercial, http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/mbarreto.htm

 

publicado por Martini às 11:19
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Pintura - Século XIX

Século XIX

Pintura

 

Ao nível da pintura, evoluiu-se do Romantismo para o Realismo (opostos). Na segunda metade do século, apareceu o Impressionismo.

Assim, passou-se de um estilo no qual a forma era o mais importante (muitas vezes falseava-se o conteúdo para obter mais bonitas formas) – Romantismo – para um estilo onde o conteúdo passou a ter maior preponderância (tudo passou a ser retratado com maior rigor, eventualmente, cientifico) – Realismo. As principais figuras da pintura desta época são ainda hoje muito reconhecidas por todos. A forma mais extrema do Realismo é o Naturalismo (retrato exacto da Natureza).

Em Portugal, Aurélia de Sousa (que dá o nome à nossa escola) é considerada uma das mais conceituadas naturalistas, nomeadamente com o seu auto-retrato, na imagem) símbolo da ESAS.

Aqui ficam alguns dos pintores mais conhecidos:

- Eugène Delacroix (1798 –1863) Romantismo

- Paul Cézanne (1839-1906) Pós-Impressionista

- Claude Monet (1840 – 1926) Impressionista (fundador)

- Pierre-Auguste Renoir (1841 – 1919) Impressionista

- Vincent Van Gogh (1853 – 1890) Pós-Impressionista

Delacroix, A Liberdade guiando o Povo, 1830

 

Van Gogh, O Café Terrace na praça do fórum, Arles, à noite, 1888

Fontes:

19th century, Acedido em 1 de Março de 2007, Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/19th_century

Vincent Van Gogh: The Starry Nights, Acedido em 1 de Março de 2007, The Vincent Van Gogh Gallery, http://www.vangoghgallery.com/painting/starryindex.html

Biografia de Aurélia de Sousa, Acedido em 4 de Março de 2007, Escola Secundária Aurélia de Sousa, http://www.esec-aurelia-sousa.rcts.pt/biografia.html

Auto-Retrato, Acedido em 4 de Março de 2007, Museu Nacional Soares dos Reis, http://www.mnsr-ipmuseus.pt/coleccoes/pintura/06.html

publicado por Martini às 11:03
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Visita à Oficina do Conhecimento

 Dia 1 de Março visitámos a carruagem das Oficinas do Conhecimento da PT, "estacionada" na Estação de Campanhã – Porto.

 Acompanhados por amigos e outros alunos da escola, tivemos a oportunidade de ver uma apresentação sobre o concurso, quais as fases e objectivos. Vimos também o jingle do concurso projectado na tela, sendo depois acompanhados a uma secção da carruagem com computadores, onde formadores da FDTI (Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação) nos "ensinaram" a construir um blog desde o inicío. Para enriquecer esse blog, foram previamente gravados um vídeo e um podcast.

 Por fim, à saída foram-nos entregues brindes, de onde se destaca um certificado de participação...





publicado por Martini às 10:48
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Viagem à Póvoa do Varzim e Vila do Conde

publicado por Martini às 00:26
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