Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Literatura - Século XIX

Século XIX

Literatura

A actividade literária do século XIX é verdadeiramente impressionante, não só pela diversidade ou pela qualidade como também pela quantidade! Aqui, novamente a disputa entre o Romantismo e o Realismo, entre o antigo e o novo, entre a forma e o conteúdo.

 

A literatura nesta época é caracterizada por uma maior liberdade na inspiração e uma maior consciência científica na reflexão. Estes dois caracteres, sucedendo-se em preponderância, subdividem este movimento em dois períodos: o primeiro que se pode chamar romântico, o segundo que se pode designar como crítico (realismo, naturalismo). Ambos, em Portugal como na Europa, representam uma regressão à Natureza: no primeiro período sob uma forma tumultuária e inconsciente, no segundo sob uma forma reflexa e filosófica. Daí a superioridade da epopeia e do drama no primeiro, e do romance e da crítica no segundo.

 

O Romantismo português está sobretudo ligado a Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho. Obras como: Frei Luís de Sousa e as Folhas Caídas são tipicamente românticas.

 

O Realismo está relacionado com Antero de Quental, Eça de Queirós e Oliveira Martins (Geração de 70). Esta geração agitou a literatura portuguesa e de modo mais amplo, a própria cultura portuguesa na célebre Questão Coimbrã. Portugal Contemporâneo (Oliveira Martins), Os Maias (Eça) e Odes Modernas (Antero de Quental) são os principais exemplos deste movimento.

 

Para Eça, o Realismo “é a negação da arte pela arte; é a proscrição do convencional, do enfático e do piegas e É a crítica do homem (…) para condenar o que houver de mau na nossa sociedade”. Este testemunho foi dado na 4ª Conferência do Casino intitulada “A Literatura Nova – O Realismo como Nova Expressão de Arte” em que Eça era o orador principal, a 12 de Junho de 1871 (nota: este discurso é uma reconstituição pois o texto original perdeu-se).

O Séc. XIX é considerado o século das disputas literárias e da evolução do português que se falava antigamente para o português que falamos moderno. Por exemplo, em "Os Maias" a linguagem é perfeitamente acessível a todos os jovens ainda que tenha sido escrito há 119 anos!

 

Fontes:

ALVES, Filomena Martins e Moura, Graça Bernardino, Página Seguinte – Português B 11º Ano, Texto Editora, 2004

 

BARRETO, Moniz, A Literatura no Séc. XIX, Acedido em 4 de Março de 2007, Projecto Vercial, http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/mbarreto.htm

 

publicado por Martini às 11:19
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