Segunda-feira, 5 de Março de 2007

É o Fim!

E pronto...chegou ao fim uma grande aventura!
Depois de 4/5 semanas construímos isto! ta bonito não tá? esforçamo-nos...
Passámos pelas mais variadas dificuldades nestas semanas, para começar o tempo meteorológico nunca foi o melhor nos dias em que decidiamos sair... os horários da cp também não ajudaram... os do metro do Porto também não...os horários das nossas actividades (futebol, pólo aquatico, explicadora, cruz vermelha, hoquei..) nunca ajudaram, mas chegámos ao fim!
Com força, determinação e amizade passámos pelas dificuldades (aquela vez que não apanhámos o comboio em tormes e tivemos de ir atrás dele?)tivemso bons e maus momentos, mas creio que gostámos de todos eles, aprendendo sempre qualquer coisa...

E agora deixamo-vos com umas estatisticazitas do nosso comparça Costa:

Distância Percorrida: +/-250 km

Dinheiro Gasto: +/- 75€ cada um

Horas Gastas: 500...

Folhas de Papel Utilizadas: 20 (somos muito ecológicos)

Declínio médio das nossas notas: 2 valores (desculpa esfarrapada)

Esperamos que os nossos esforços tenham valido a pena... e que possamos receber uma Escola do Futuro! bem precisamos...

Nós descobrimos o Ego de Queirós e Tu?

sinto-me:
publicado por Martini às 09:38
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Sábado, 3 de Março de 2007

Maria Filomena Mónica fala sobre Eça

         A conceituada autora da biografia Eça de Queiroz e responsável pela reedição d'As Farpas, fala, nesta entrevista, acerca de aspectos mais pessoais e muitas vezes não focados da vida de Eça.É uma entrevista muito interessante, da qual colocaremos aqui alguns excertos.

 

Os portugueses não têm lugar?

Publicar um livro sobre um português num mercado em que competimos com o resto do mundo é complicado. Mesmo Eça falava disso a propósito da moda dos escritores russos quando respondia a um amigo que queria editar no estrangeiro. Ele informava-o de que "nós não temos força política para impor os nossos livros cá fora. Nem que pague a edição totalmente isso é fácil".

Além dessas excepções, Eça é ignorado como um clássico na literatura mundial!

(...)O professor americano Harold Bloom inclui Eça de Queirós no seu livro sobre os cem génios da literatura mundial e vem referido em várias histórias do romance europeu. O que não quer dizer que seja lido, há pessoas que o apreciam, mas ele tem dificuldade em penetrar por várias razões, entre elas a de não estar traduzido ou bem traduzido. (...) Os estrangeiros não entendem o Eça de Queirós porque é um escritor com uma forte veia satírica e para perceberem a graça daquilo têm de conhecer Portugal e compreender o que está a fazer troça. Os estrangeiros não entendem aquela ironia!

[Eça de Queirós] Não se quis internacionalizar?

Em Eça há algo ainda mais estranho. Por arrogância e timidez não se deu com nenhum estrangeiro e em Paris ainda ficou mais misantropo e fechou-se em casa. O único escritor que visitou foi Zola, que era o contrário do Eça, pois gostava de receber em casa às quartas e até afirmou que o Eça era espantoso, melhor que Flaubert. Bastou o Eça ir lá um dia, imagine-se se fosse uma pessoa expansiva! Optou, por temperamento, pela escrita para a posteridade.

Podem ler a entrevista completa aqui.

Diário de Notícias, Lisboa, 18 Março 2006

http://www.triplov.com/letras/eca_de_queiroz/Filomena-Monica/index.htm

publicado por Martini às 12:22
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Literatura - Século XIX

Século XIX

Literatura

A actividade literária do século XIX é verdadeiramente impressionante, não só pela diversidade ou pela qualidade como também pela quantidade! Aqui, novamente a disputa entre o Romantismo e o Realismo, entre o antigo e o novo, entre a forma e o conteúdo.

 

A literatura nesta época é caracterizada por uma maior liberdade na inspiração e uma maior consciência científica na reflexão. Estes dois caracteres, sucedendo-se em preponderância, subdividem este movimento em dois períodos: o primeiro que se pode chamar romântico, o segundo que se pode designar como crítico (realismo, naturalismo). Ambos, em Portugal como na Europa, representam uma regressão à Natureza: no primeiro período sob uma forma tumultuária e inconsciente, no segundo sob uma forma reflexa e filosófica. Daí a superioridade da epopeia e do drama no primeiro, e do romance e da crítica no segundo.

 

O Romantismo português está sobretudo ligado a Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho. Obras como: Frei Luís de Sousa e as Folhas Caídas são tipicamente românticas.

 

O Realismo está relacionado com Antero de Quental, Eça de Queirós e Oliveira Martins (Geração de 70). Esta geração agitou a literatura portuguesa e de modo mais amplo, a própria cultura portuguesa na célebre Questão Coimbrã. Portugal Contemporâneo (Oliveira Martins), Os Maias (Eça) e Odes Modernas (Antero de Quental) são os principais exemplos deste movimento.

 

Para Eça, o Realismo “é a negação da arte pela arte; é a proscrição do convencional, do enfático e do piegas e É a crítica do homem (…) para condenar o que houver de mau na nossa sociedade”. Este testemunho foi dado na 4ª Conferência do Casino intitulada “A Literatura Nova – O Realismo como Nova Expressão de Arte” em que Eça era o orador principal, a 12 de Junho de 1871 (nota: este discurso é uma reconstituição pois o texto original perdeu-se).

O Séc. XIX é considerado o século das disputas literárias e da evolução do português que se falava antigamente para o português que falamos moderno. Por exemplo, em "Os Maias" a linguagem é perfeitamente acessível a todos os jovens ainda que tenha sido escrito há 119 anos!

 

Fontes:

ALVES, Filomena Martins e Moura, Graça Bernardino, Página Seguinte – Português B 11º Ano, Texto Editora, 2004

 

BARRETO, Moniz, A Literatura no Séc. XIX, Acedido em 4 de Março de 2007, Projecto Vercial, http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/mbarreto.htm

 

publicado por Martini às 11:19
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Viagem à Póvoa do Varzim e Vila do Conde

publicado por Martini às 00:26
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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Conversa com Actores do Teatro Experimental do Porto

Esta foi uma pequena conversa que tivemos com os Actores do Teatro Experimental do Porto, que estão em cena no Teatro Municipal de Gaia, apresentando a obra "Os Maias". Para mais informações visitem o site.
 Junta o teu grupo de amigos e vai ver "Os Maias"!

publicado por Martini às 21:18
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Caracterização das Personagens da Obra

sinto-me:
publicado por Martini às 18:12
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Porquê Eça?

Eça de Queirós chega à geração do século XXI como um dos maiores escritores da Literatura Portuguesa. É dito que tem uma obra bastante rica, com uma qualidade excepcional, mas fica-se por aí. Daí que a maior parte dos alunos do Ensino Secundário apenas lê uma obra de Eça quando esta faz parte do programa do 11ºano - Os Maias. A seguir a uma penosa primeira abordagem à obra, ávida em descrições, a maioria dos leitores opta pelas versões resumidas da obra. Concluindo, não é dado o devido valor a Eça de Queirós.

Para contrariar a aversão dos jovens pelos autores da velha-guarda, nós, Martini, decidimos captar a atenção dos jovens para o escritor e, em especial para a obra que estamos a analisar pormenorizadamente, "Os Maias".

Pelo facto do tema da segunda fase do projecto PTEscolas ser "escritores portugueses", optámos por um escritor com provas dadas, com alguma utilidade no contexto da crítica social em alturas de parca ou relativa liberdade, relegando por isso autores demasiado contemporâneos, tudo isto enquanto encontrámos novas formas de vivenciar/relatar a vida e obra do escritor.

Após vários debates, achamos que a escolha lógica seria Eça de Queirós, pois este encaixava no perfil traçado. Quanto às "novas formas de vivenciar/relatar a vida e obra do escritor", poderão encontrar mais informações nos outros posts, acerca de certas experiências Queirosianas...

Até!

 

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publicado por Martini às 11:09
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Leitura dos Maias

Pessoal, caso queiram acompanhar a obra d' "Os Maias", aqui fica o link para a obra completa, disponível para leitura ou download, em formato .pdf, no site da Biblioteca Nacional:



      
    Acompanhem o blog, pois brevemente iremos disponibilizar vários sketches sobre Eça, inclusivamente uma entrevista com o próprio , que está a ser ultimada para ser disponibilizada em vídeo (uhhh)!

    Fiquem atentos...
publicado por Martini às 22:47
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Entrevista

O pai do Costa trabalha numa empresa de ordem médico-científica, que tem vindo a aperfeiçoar um sistema de clonagem humano, desta forma utilizámos um cabelo, proveniente da escova pessoal de Queirós - que neste momento se encontra no quarto pessoal de Eça em Tormes - para obtermos o ADN desta figura tão importante da nossa literatura.


Desta forma pudemos criar um clone de Eça, apenas lhe tirámos uns aninhos e adicionámos algumas informações lexicais, correspondentes ao nosso tempo, para o percebermos melhor.


Umas horitas depois tínhamos um clone perfeito, ao qual demos umas roupas confortáveis e uma grande poltrona para descansar.


 


 


Podem ler toda a entrevista aqui!
publicado por Martini às 21:23
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Queirós?

 Porquê modificar o nome do nosso escritor escolhido, Eça de Queiroz, para Eça de Queirós no nosso blog? De facto, antigamente era utilizado o “z” e o seu nome obviamente não se modificou. Contudo, a ideia do nosso grupo foi aproximar Eça aos nossos tempos e modificamos o “z” para “s”, (desta forma também conseguimos uma melhor memorização do nosso endereço web).


 O Ego de Queirós permite demonstrar o nosso objectivo: dar a conhecer este homem fantástico e enigmático, o seu legado, as suas ideias, críticas, experiência de vida, emoções e ensinamentos, reflectidos na actualidade. Como se este ainda estivesse presente (e no fundo ainda está) nos dias de hoje, em actividade, contribuindo para a literatura portuguesa, de forma como só ele sabe. Também recorremos à personagem “Ega” dos “Maias”, que seria a sua própria pessoa, como se tivesse sido ele a viver o romance. É espantoso como as suas ideias, opiniões, modo de vida, pontos de vista e personalidade estão envoltos na personagem.    

        
 Esperamos que tenham gostado do nome do blog, e do próprio também, aprendendo muito sobre Eça, tal como nós fizemos e vamos continuar a fazer : descobrir o Ego de Queirós.

sinto-me:
publicado por Martini às 23:54
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Fotos da Visita à Fundação Eça de Queirós

publicado por Martini às 11:12
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

O Grupo e uma senhora muito especial



Esta é uma foto tirada na fundação Eça de Queirós em Tormes (Concelho do Baião, Distrito do Porto; Wikipedia).
Estando presentes (da esquerda para a direita): Filipe Príncipe; Fausto Amaral; João Reis; D. Maria da Graça Salema de Castro - neta por afinidade (viúva do neto) de Eça de Queirós; José Guimarães; Filipe Costa.

Fiquem atentos, mais tarde colocaremos uma fotoreportagem sobre a nossa grande aventura a Tormes.
Até lá!
publicado por Martini às 21:52
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Biografia


 


 

José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim em 25/10/1845 e faleceu a 16/08 /1900 em Paris (o seu funeral foi em Lisboa no mês seguinte). É considerado uma das personagens mais importantes da literatura romântica Portuguesa.
Filho ilegítimo do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua futura mulher, D. Carolina de Eça, ingressou no curso de Direito da Faculdade de Coimbra em 1861, com 16 anos.
Formou-se em 1866 e fez parte de um jornal político em Leiria, o qual abandonou rapidamente, indo para Lisboa, instalando-se em casa dos seus pais, (1867) onde exerceu advocacia, actividade que também praticou por pouco tempo. Durante este período contribui com artigos para a Gazeta de Portugal e chega a traduzir obras para o teatro D.Maria I. Tornou-se grande amigo de Antero de Quental, quando representam juntos no Teatro Académico, e mais tarde forma com ele um grupo literário que incluía: Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.
Optou então pela carreira política e diplomática
Em 1870 é nomeado administrador municipal do concelho de Leiria, onde começa a escrever uma das suas mais famosas obras, "O Crime do Padre Amaro". Nesse mesmo ano toma provas para se tornar cônsul de 1ª classe, ficando classificado em primeiro lugar.
No ano de 1871 Eça inicia juntamente com Ramalho Ortigão a publicação do jornal As Farpas, um jornal mensal que satirizava a vida portuguesa.
Dois anos depois obtém a nomeação de cônsul geral de Havana, onde permanece alguns anos. Em 1874 foi transferido para Newcastle e dois anos depois para Bristol onde escreve "O Primo Basílio" (1878).
Casa com a Sr.ª D. Emília de Castro Pamplona, irmã do conde de Resende em 1886.
Permaneceu cônsul no Reino Unido durante 14 anos até ser nomeado para Paris, em 1888, ano da primeira publicação de "Os Maias", a sua obra mais consagrada.

Serve em França até à sua morte por tuberculose em 1900, em Neuilly, tendo o seu corpo sido transladado para Portugal onde jaz no cemitério do Alto de S. João em Lisboa
Postumamente, foram publicadas várias obras como: "A ilustre Casa de Ramires" (1900), "A correspondência de Fradique Mendes" (1900), "A Cidade e as Serras (1901) e Prosas bárbaras, colecção de artigos publicados na Gazeta de Notícias(1905)

Bibliografia:
- A Morte de Jesus, no folhetim Revolução de Setembro (12, 13, 14, 27 e 28 de Abril, e 11 de Maio de 1870);
- O Mistério da Estrada de Sintra (1870), em colaboração com Ramalho Ortigão, publicadas em 1871, no Diário de Notícias
- Singularidades duma Rapariga Loira, 1874
- O Crime do Padre Amaro (1876 - 2ª versão), primeira em 15/Fev./1875;
- O Primo Basílio (1878);
- O Mandarim (1880), publicado no Diário de Portugal;
- Outro Amável Milagre (1885), in AAVV, Um Feixe de Penas, Lisboa, Tipografia de Castro & Irmão;
- Festa de crianças (1885), in AAVV, Beja-Creche, Coimbra, Imprensa da Universidade;
- A Relíquia, Porto (1887), Livraria Internacional de Ernesto Chardron, de Lugan e Genelioux, Sucessores;
- Os Maias - 2Vols. (1888), Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron, de Lugan e Genelioux, Sucessores;
- Fraternidade (1890), in AAVV, Anátema, Coimbra, Gaillaud, Aillaud & C.ª;
- As Farpas (1890/91), crónica mensal da política, das letras e dos costumes, por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, iniciada em Maio de 1871- Uma Campanha Alegre - de As Farpas (2vols - 1890/91), Lisboa, Companhia Nacional Editora;
- As Minas de Salomão (trad.) (1891), de Rider Haggard, Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron, de Lugan e Genelioux, Sucessores;
- Almanaques (prefácio - 1895), in Almanaque Enciclopédico para 1896, Lisboa, Livraria A. M. Pereira;
- Um Génio que era um Santo (1896), in AAVV, In Memoriam de Antero de Quental, Porto, Mathieu Lugan
- A Duse (1898), in AAVV A Duse, Lisboa, Tipografia da Companhia Nacional Editora;
- A Correspondência de Fradique Mendes (1900) - em 1889 na Revista de Portugal;
- A Ilustre Casa de Ramires (1900);
- A Cidade e as Serras (1900);
- Episódios da Vida Romântica, em 2 tomos;

Fontes:

AMARAL, Manuel. Eça de Queirós, Acedido em: 10, Fevereiro, 2007, Nosso São Paulo, http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_EcaDeQueiros.htm

José Maria Eça de Queirós or Eça de Queirós, Acedido em: 10, Fevereiro, 2007, Kirjasto, http://www.kirjasto.sci.fi/ecade.htm

Vida e Obra de Eça de Queirós. Acedido em: 10, Fevereiro, 2007, Biblioteca Nacional, http://purl.pt/93/1/biobibliografia/index.html

Eça de Queiroz. Acedido em: 10, Fevereiro, 2007, Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queiroz

sinto-me:
publicado por Martini às 17:21
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